A ascensão de um modelo territorialista do narcotráfico carioca, aliada a peculiar interação de históricos fatores sócio-políticos, exerceu primordial influência na elevação da criminalidade infanto-juvenil associada a essa modalidade delitiva e demais atividades criminosas afins.
Nesse cenário, o estabelecimento de uma política criminal extremamente repressora, com viés unicamente combativo e embasada na imaginária personificação de um inimigo de estado, fomenta a criação de um arcabouço normativo-penal expansionista, cultuado pela coletividade como legítimo instrumento de pacificação social.
Por outra via, em contraposição a essa metodologia simbólico-punitivista, os discursos abolicionistas entram em cena, a partir da exortação a tendências não-proibicionistas, como balizadoras da justiça social diretamente vinculadas a cláusula geral da dignidade humana...